14/05/2020

VILA VIÇOSA - A CHEGADA

Hoje  estou AQUI numa gentileza da Teresa do blogue Ontem é só Memória Se puderem passem por lá.

 Eu não conhecia Vila Viçosa, mas deve ser de todas as vilas e cidades deste país aquela que mais história encerra. Infelizmente a chuva também marcou viagem connosco. Acompanhou-nos em toda a viagem.
No caminho para Vila Viçosa, passamos pelo Anticlinal de Estremoz. Para terem uma ideia da grandeza desta fonte de mármore espreitem AQUI

 E chegamos a VILA VIÇOSA. Este imponente edifício, de 110 metros de comprimento, todo em mármore, data de 1501, e foi mandado construir por D. Jaime. Foi durante séculos, pertença da Casa de Bragança. Dele saiu em 1640 D. João IV, o rei que restaurou a Independência de Portugal, e deu início à IV dinastia.
Para quem estiver interessado  AQUI  podem ler a história..


 No largo do Paço a estátua equestre de D. João  IV
 Neste ângulo vê-se também a torre da Igreja que pertence ao palácio.
 Em frente do Palácio,  temos o Convento de Santo Agostinho, que infelizmente não pudemos visitar.
A foto que se segue, é como podem ver da lateral. da Igreja dos Agostinhos, integrada no Convento.


 À esquerda do Paço, aquilo que outrora foi um convento, e hoje é a Pousada do Convento.
AQUI podem visitar as instalações e quem sabe programar uma escapadinha.
 E entrámos na espaço do Palácio. Este como todos os outros bens, não são do estado, pois faziam parte da fortuna pessoal da Casa de Bragança, portanto do Rei D. Carlos, de seus filhos, e sucessores. Como sabem, com o assassinato do rei D. Carlos e de seu filho primogénito, toda a imensa fortuna de que eram possuidores passou para o seu filho mais novo, D. Manuel I exilado no estrangeiro após a implementação da República.
Em 1915, muitos anos antes da sua morte, D, Manuel II doou toda a sua fortuna a Portugal, mas não ao estado. O seu testamento era bem explícito e em vista disso, foi criada uma fundação, que gere todos os bens. AQUI a explicação sobre a fundação.
Se ampliarem esta foto, conseguirão ler a história do nosso último rei, D. Manuel II, que na primeira imagem, mais parece uma menina.




 Neste painel pode ver-se ao centro, D. Jaime, o fundador do Palácio. A partir daqui iniciamos a visita, e não há autorização para fotografar nada, pois pertencendo o Monumento a uma fundação, a mesma detém todos os direitos de imagens. Apenas nos permitiram, através de janelas, fotografar um pouco dos jardins, nas traseiras do palácio que o nosso apertado programa de visitas não nos permitiria visitar


 Estas duas fotos deixam antever a beleza destes jardins.


 Saindo pela porta da cozinha do Palácio, encontramos um pátio de claustro com um pequeno jardim no centro.
 Daqui se passa a outra parte que dá acesso  à antiga Real Cavalariça, onde estão dezenas de coches.


 Cá vamos nós.







 A igreja que se vê do Largo do Paço, mas que também não pudemos visitar


E pronto. Os coches ficam para a próxima postagem.

09/05/2020

ZANZANDO POR LISBOA. - MUSEU DE ARQUEOLOGIA DO CARMO. PARTE III



                                    A loja do Museu
A biblioteca. Na vitrina um Sarcófago e Múmia Egípcia: Dinastia Ptolomaica; século II a VI a. C.
     A Paixão do Senhor. Séc.XVIII Azulejaria Portuguesa.
           Duas múmias provenientes do Peru, século XVI

    De novo no exterior, agora a foto da porta por onde entrei e, para onde me encaminho para sair. Espero que tenham gostado.

06/05/2020

ZANZANDO POR LISBOA - MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO - CONTINUAÇÃO


No interior, a abside tem quatro tramos definidos por pilastras e arcos da abóbada, em tijoleira, rasgada por janelas de lunetas, que reforçam a existência de duas ordens de lumes. Os absidíolos apresentam abóbadas de aresta, com bocetes decorados, que se apoiam em colunas adossadas às paredes laterais. Eis algumas fotos.




         Túmulo gótico de D. Fernando I. Reparem como é belo

Foto do meu amigo Joaquin Duarte. Todas as outras são minhas.



Túmulo da rainha  D. Maria I 

E eis aqui a maqueta  da Igreja original. Vista do lado por onde entrámos e pelo lado onde estamos agora


             Estátua de D. João IV. Alcobaça, séc. XVII
 Reprodução em madeira, do túmulo de D. Nuno Álvares Pereira, esculpido em alabastro e destruído pelo terramoto de 1755. Igreja S. Vicente de Fora, Lisboa. Século XVIII

No post anterior eu disse que D. Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável, e desde a sua canonização em 2009, São Nuno de Santa Maria, escolhera este local que ele próprio fundara como o local para a sua sepultura. Destas palavras pode entender-se que ele está lá sepultado e isso não é verdade, embora na altura da sua morte fosse lá sepultado e lá tenha permanecido durante muitos anos até que o Terramoto de 1755 destruiu o seu túmulo, e os seus restos mortais foram transladados para a Igreja de S. Vicente de Fora. A 14 Agosto de 1951 foi transladado para a Igreja do Santo Condestável em Lisboa onde permanece até hoje. 




 Painel Azulejar Barroco,  Manuel dos Santos,  Seminário de S. Francisco em Lisboa, séc. XVIII. Representação da crucificação do Senhor.


As informações foram retiradas no próprio museu.


02/05/2020

ZANZANDO PELO CARMO - MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO

A construção da igreja do Carmo remonta ao ano de 1389, impulsionada pelo desejo e devoção religiosa do seu fundador, o Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira.

Construída sobre a colina fronteira ao castelo de S. Jorge, pela sua grandeza e monumentalidade, rivalizava com a Sé de Lisboa e com o Convento de S. Francisco da mesma cidade.  D. Nuno Álvares Pereira marcou, de forma decisiva, toda a história do monumento gótico, ao ter escolhido a igreja do Carmo para sua sepultura.
Este é talvez o melhor local de Lisboa para as gerações actuais terem uma ideia do que foi o terramoto de 1755. Mas apesar disso o edifício com os seus magníficos arcos a céu aberto, acabou por ficar interessante assim mesmo.
O local abriga hoje, o Museu Arqueológico do Carmo, abrigando peças do paleolítico e neolítico em Portugal, uma biblioteca com livros raros, uma miniatura da igreja antes do terramoto, duas múmias peruanas e túmulos góticos, incluindo o de D. Fernando II. O espaço fechado não é grande mas é muito interessante. Por agora  vou mostrar-vos a parte exterior

 Já vos disse como se chamava esta igreja, geralmente apenas designada por Convento do Carmo? Efectivamente a igreja, fazia parte do todo do Convento do Carmo, mas o seu nome era Igreja do Convento de Nossa Senhora do Vencimento do Monte do Carmo.
O Museu Arqueológico do Carmo, aqui instalado, foi fundado em 1864 pelo primeiro presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses, Joaquim Possidónio Narciso da Silva (1806-1896). Foi o primeiro museu de Arte e Arqueologia do país, e nasceu dos objectivos de salvaguarda do património nacional que se ia delapidando e deteriorando, em consequência da extinção das Ordens Religiosas
Agora alguns  dos meus olhares no local.
 Reparem na beleza destas gárgulas.








Vamos entrar?  Para não vos cansar vou mostrar o Museu em três posts. Espero que vos agrade.
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