18/06/2019

MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE SILVES - PRIMEIRA PARTE


Esta foto não é minha. Tirei-a Daqui  Cliquem no link e encontrarão informações sobre o Acerbo do Museu, bem como horários e preços para uma possível visita.




Não vou aqui descrever tudo o que nos foi dito sobre a influência islâmica da cidade, mas deixo o Link onde podem  ver um vídeo que vos explica tudo











Silves, durante o domínio romano, chamava-se Cilpes, nome que surge em algumas moedas romanas cunhadas nesse local no Século I a.C.


 Xelb, Xilb, ou al-Shilb foi o nome da cidade na era muçulmana. Nessa época Silves era a mais importante cidade islâmica e a capital do Algarve.

Este poço-cisterna almóada, descoberto em escavações efetuadas nos anos 80 do século passado, é a peça central à volta da qual foi construído o atual museu.Classificado como Monumento Nacional em 1990 é uma importante obra de engenharia/arquitetura, dos finais do século XII, inícios do século XIII
 Escavado a cerca de 18 metros de profundidade, atingindo níveis freáticos, o seu espaço central desenrola-se numa galeria em espiral, formada por escadaria, coberta por abobadas de tramos segmentados e de forma circular. As mulheres iam buscar a água por uma escada de 59 degraus. 




12/06/2019

CASA MUSEU JOÃO DE DEUS - CONTINUAÇÃO

Continuando a apresentar a casa-museu João de Deus






A turma escuta atenta as explicações da Guia


Páginas gigante da cartilha. Para quem não conhece, a cartilha é uma forma muito simples de aprender a ler. Primeiro o alfabeto não era dito como agora. Por exemplo esta letra J nós chamamos Jota. Ele ensinava  J. som "je"  Ora bem se eu apresento a uma criança Ja ela pensa jota+a e não lhe diz nada. Mas se ela aprendeu como sendo J  ela vai pensar J+a Ja
Por outro lado na cartilha as palavras estão divididas por silabas e cada silaba apresenta uma cor diferente. Muito simples.





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Na primeira parte da história deste poeta, que foi também um dos maiores pedagogos de todos os tempos, deixei-vos o link da Vikipédia. Contudo face ao que nos ensinaram aquela biografia é muito pobre. AQUI encontram uma biografia muito mais completa.

A caixa de fio, elétricos ao lado da casa-museu.

Aqui a pequena casinha onde o poeta nasceu. Hoje é uma latoaria. Foi-nos permitido ver a casa por dentro. As divisões são muito pequenas.Realmente muito difícil imaginar uma família de 16 pessoas naquela casa. Fotografei as divisões mas não as publico, uma vez que o latoeiro vive lá em casa, e decerto não gostaria de ver as suas coisas expostas..

Esta foto muito antiga, é DAQUI. Foi nesta casinha, bem perto da casa-museu que o poeta nasceu.Hoje a casinha é  residência e local de trabalho de um latoeiro, e tem aquelas placas na parede.





02/06/2019

CASA MUSEU JOÃO DE DEUS

 Continuamos em S. Bartolomeu de Messines, e vamos agora a caminho da Casa Museu João de Deus. Estamos a chegar à Igreja que nos disseram ser muito bonita e que pensávamos visitar.
 Contudo a Igreja estava fechada, e fomos informados que à segunda-feira está sempre encerrada.
 Mesmo ao lado da igreja, a casa-museu do poeta.
 A casa compõe-se três pisos, No rés-do-chão apenas está aberta a entrada, donde parte a escada para o primeiro andar, onde o poeta viveu desde os seis anos de idade.De seu nome, João de Deus Nogueira Ramos, nasceu a 8 de Março de 1830. Era o quarto filho de um casal que teve catorze filhos. Imaginam o que era naquele tempo a vida de um casal que pertencia à nobreza, nem tinha grandes posses com 14 filhos? Apesar do poeta ser bom aluno, nunca poderia ir para um liceu, nem para a Universidade, pelo que foi para um seminário. Naquele tempo era sem dúvida a única opção para aqueles que queriam estudar e não dispunham de posses. Quando atingiam a idade adulta os que tinham vocação continuavam para o sacerdócio, os outros iam para a Universidade de Coimbra, única no país, pois a de Lisboa só apareceria já na primeira república.
Não vou transcrever tudo o que por lá ouvi, até porque não gravei nada,logo seria difícil além de maçador. AQUI poderão ler tudo sobre o poeta e pedagogo. Infelizmente não consegui ouvir quem é o autor deste  quadro enorme que apanha toda a parede na entrada.
 No primeiro piso, onde o poeta viveu existem vários dos seus poemas espalhados pela parede. Para que o papel esteja protegido, estão dentro de vidro, o que nas fotos de máquinas muitoi simples como a minha, apareçam em duplicado.
 Aqui alguns utensílios de uso naquele tempo. Este chão é o original da habitação.

 Aqui o belíssimo fogão da família. Infelizmente a foto ficou desfocada, mas não tenho outra.
 junto ao fogão as panelas de ferro e os cântaros.
 utensílios de cozinha

 A cama do poeta.
 A beleza da colcha em renda.
 Um dos mais famosos poemas de João de Deus e o crucifixo que o terá inspirado.

 A escrivaninha no seu quarto, onde escrevia e o candeeiro de petróleo, única luz naquele tempo
 O lavatório da época
Num canto da sala uma escrivaninha.
 Noutro canto da sala, várias fotos de família.
 Um busto do poeta
 Noutro canto da sala
 Aqui a moderna biblioteca pública, atualmente instalado em parte do primeiro piso.
 Dois poemas ilustrados.
Por hoje ficamos por aqui. Em breve mostrarei o último piso, que retrata a vida do poeta e pedagogo na sua vida adulta.



Continua

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