02/07/2016

ZANZANDO POR LISBOA - MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO


No interior, a abside tem quatro tramos definidos por pilastras e arcos da abóbada, em tijoleira, rasgada por janelas de lunetas, que reforçam a existência de duas ordens de lumes. Os absidíolos apresentam abóbadas de aresta, com bocetes decorados, que se apoiam em colunas adossadas às paredes laterais. Eis algumas fotos.




                                         Túmulo gótico de D. Fernando I

Foto de Joaquin Duarte.

Reparem como é belo.



Túmulo da rainha  D. Maria I 

E eis aqui a maqueta  da Igreja original. Vista do lado por onde entrámos e pelo lado onde estamos agora


             Estátua de D. João IV. Alcobaça, séc. XVII
 Reprodução em madeira, do túmulo de D. Nuno Álvares Pereira, esculpido em alabastro e destruído pelo terramoto de 1755. Igreja S. Vicente de Fora, Lisboa. Século XVIII


 Painel Azulejar Barroco,  Manuel dos Santos,  Seminário de S. Francisco em Lisboa, séc. XVIII. Representação da crucificação do Senhor.


As informações foram retiradas no próprio museu excepto a 
da primeira foto,  que recolhi neste site  

O próximo post só para Agosto. Boas Férias

23/06/2016

ZANZANDO POR LISBOA - RUÍNAS DO CARMO

Este é talvez o melhor local de Lisboa para as gerações actuais terem uma ideia do que foi o terramoto de 1755. Mas apesar disso o edifício com os seus magníficos arcos a céu aberto, acabou por ficar interessante assim mesmo.
O local abriga hoje, o Museu Arqueológico do Carmo , abrigando peças do paleolítico e neolítico em Portugal, uma biblioteca com livros raros, uma miniatura da igreja antes do terramoto, duas múmias peruanas e túmulos góticos, incluindo o de D. Fernando II. O espaço fechado não é grande mas é muito interessante. Por agora  vou mostrar-vos a parte exterior

 Já vos disse como se chamava esta igreja, geralmente apenas citada como convento do Carmo? Efectivamente a igreja, fazia parte do todo do Convento do Carmo, mas o seu nome era Igreja do Convento de Nossa Senhora do Vencimento do Monte do Carmo.

 Reparem na beleza destas gárgulas.








Vamos entrar? Vamos. No próximo post.

19/06/2016

ZANZANDO POR LISBOA


Hoje vou mostrar-vos um monumento que segundo as estatísticas, não é dos mais visitados em Lisboa, mas que vale bem a visita. Para quem vive em Lisboa, se reparar nesta paisagem (cliquem em cima para verem melhor) vão ver o castelo de S. Jorge na colina em frente. Logo eu estou precisamente na colina do Carmo. Já adivinharam que monumento vamos ver? É isso. O Convento do Carmo


Voltando as costas ao Castelo, tenho na minha frente esta bela porta. Fechada? Não a entrada é pelo Largo do Carmo . Vamos lá. Mas antes antes olhem lá para cima...


Uma janela a céu aberto? Adivinharam. Afinal esta arquitectura são as ruínas do monumento.
 Todas as fotos são minhas, excepto esta, que fui buscar à net. A que tirei, por estar muita gente ali nesse dia, não mostrava a entrada. Estamos no Largo do Carmo com o seu belo chafariz. Se olharem para o lado, verão os grandes portais verdes, do antigo convento, ocupado pela GNR. Aqui como todos os portugueses se devem lembrar, se refugiou Marcelo Caetano, na revolução do 25 de Abril, que pôs fim ao Estado Novo, e deu início ao regime democrático vigente. Então apesar de eu dizer que vamos visitar o Museu do Convento do Carmo, o que realmente vamos ver, são as ruínas da outrora Igreja do Convento.


Quando entramos deparamos-nos com um lance de escadas e esta magnífica vista a céu aberto. A sua construção foi iniciada em 1389, por ordem de D. Nuno Álvares Pereira em cumprimento de uma promessa, pela vitória na batalha de Aljubarrota. Em 1414 em sofrimento pela morte da filha, ele mesmo decide recolher a este convento, depois de doar todos os seu bens aos netos.


Impressionante a altura destas colunas. Compreende-se que tenha sido o principal monumento de raiz gótica da cidade de Lisboa. Terá sido uma igreja  de 3 naves, de cabeceira composta por uma abside central rodeada por dois absidíolos de cada lado, ou seja, uma abobada semi circular central rodeada por duas mais pequenas.  Este tipo de construção não é muito vulgar nos nossos monumentos medievais, porém não é exclusiva desta Igreja, pois podemos observá-la, nos conventos dos Franciscanos e das Clarissas em Santarém, e dos Dominicanos em Elvas e Batalha.

Mas porque é que este monumento se encontra neste estado? Se pensaram no Terramoto de 1755, acertaram. Como todos sabem, o terramoto que muitos historiadores dizem ter sido o mais intenso de toda a Europa ao longo dos séculos, destruiu praticamente toda a cidade, porque o que o terramoto deixou de pé, o tsunami que se seguiu, levou. Esta Igreja, situada no alto de uma colina, terá sido poupada ao tsunami. Porém o terramoto ocorreu como sabem no 1º de Novembro, dia de todos os Santos. O povo português sempre foi muito religioso, e nesse dia reverenciava os seus finados, pelo que as igrejas estavam cheias de velas acesas pelas alminhas dos que já tinham partido. Daí que depois do terramoto se tenha propagado um incêndio de grandes dimensões, que por exemplo neste convento tenha consumido mais de 5000 exemplares literários que compunham a sua biblioteca. Ou seja, onde não chegou o Tsunami, chegou o fogo.
Repararam que na nave lateral do lado esquerdo as janelas se encontram em perfeito estado? Pois esta nave é a que dá para o corpo do convento, posteriormente reconstruído, e desde a extinção das ordens religiosas em 1834, ocupado por forças militares.





E por hoje fico por aqui.  Fiquem atentos que vou continuar a "zanzar" por aqui.

09/06/2016

ENTRE VERDES E VERMELHO

 Antigo Coreto no jardim dos poetas, Barreiro, ou jardim dos Franceses

 Reparem na beleza destes bancos em ferro forjado


 António Gedeão também está representado no jardim dos poetas

 Esta chaminé, é o testemunho de que no final do século XIX e principio do século XX este espaço foi ocupado pela fábrica do Alemão, uma das mais importantes fábricas de cortiça da zona. O Alemão viria a falir no final da II guerra mundial.
 Hoje este espaço é ocupado pelo parque da Cidade no qual se situa o AMAC  Auditório Municipal Augusto Cabrita.

 Várias imagens do Lago que existe no parque.

 Reparem na pose deste galo.  Parece que percebeu que eu ia fotografá-la.



 Este é o Edifício Américo Marinho
Este painel em azulejos, comemorativo do 25 de Abril,  foi pintado pelas crianças do pré escolar,  do Barreiro, ocupa toda uma parede do edifício Américo Marinho e foi inaugurado este ano no passado dia 25 de Abril.




 A zona do Ténis
 Do outro lado do lago, um café esplanada
Bom fim de semana alargado
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