Continuando a visita de estudo pela Vidigueira, vamos agora para a Quinta do Carmo.
Ora bem chegámos à Quinta do Carmo, onde se situa o Convento de Nª. Sª. das Relíquias.
Datado dos finais do século XV, por volta do ano de 1496. Diz a lenda que este novo culto, terá tido origem na aparição da Virgem a uma humilde pastora, no lugar da Várzea, (lugar onde se situa o convento) em 1480- 1481 .
Aqui a fachada principal, e a porta que da para a Igreja do Convento. Mas não vamos entrar por aqui.
Hoje ele é propriedade particular, e não se encontra aberto ao público pelo que para se visitar, tem que se entrar em contato com os donos e marcar a visita, para que eles nos abram a porta. A visita é acompanhada pelo dono, ou pela filha, e só vemos parte do monumento. A parte que não está habitada
Vamos contornar o monumento e ver a enorme área da quinta.
Aqui um cruzeiro pétreo do século XVII
A lateral do Convento. A toda a volta, uma profusão de verde...
Jardim
Nas traseiras do Convento, temos esta imagem que retrata a pastora e a Nossa Senhora que terá aparecido em cima dum zambujeiro.
Na várzea do Zambujal, local onde segundo a lenda, a Virgem Maria fez a sua aparição a uma pastorinha, foi erigida uma ermida que mais tarde foi entregue aos monges carmelitas de Moura, para que aqui estabelecessem um convento. A sua fundação encontra-se documentada por alvará expedido em Montemor pelo Rei D. Manuel a 7 de Janeiro de 1496. Aqui foi erigida uma pequena capela, que com a construção do convento ficou aqui apenas o arco do altar como recordação.
AQUI encontram a lenda de Nossa Senhora das Relíquias, que eu não vou contar aqui para não me tornar muito longa.
Damos uma volta pela quinta
até à Capela de Santa Luzia, já bem distante do Convento. É uma capela pequenina redonda, que tem no interior a imagem de Santa Luzia e uma moldura com a foto de um frade.
Pena que a foto do exterior da capela não ficou boa. Parece que esta pequena capela terá sido construída para os frades que andavam na lavoura, poderem ter os seus momentos de oração sem terem que ir ao convento, o que dava uma grande perda de tempo entre o ir e vir.
Entre árvores, vinhas e olivais também há flores.
E já estamos a entrar no convento. Na altura da sua fundação, ele foi entregue a um grupo de frades do Convento Carmo de Moura. Aqui nesta pequena capela se casaram os atuais donos do monumento,
os paramentos litúrgicos em exposição..
O teto
no átrio da Capela.
E vamos passar à parte que nos é mostrada do Convento pois o resto é habitação dos donos da casa.
E vamos passar ao interior do monumento
Aqui neste convento estiveram os restos mortais de Vasco da Gama, antes de ser trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos.
À entrada dos Claustros uma lápide escrita no português arcaico e ao lado a tradução.
E esta é uma primeira mostra. Haverá mais, mas não agora.