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16/10/2020

CASA DO CORPO SANTO - MUSEU DO BARROCO EM SETÚBAL


  
O Museu fica situado num primeiro andar, com entrada por um pátio, onde nos chama imediatamente a atenção os painéis de azulejos.

Sempre acompanhados por eles, subimos uma escada ladeada por grade de ferro

Na entrada temos toda a explicação sobre o museu


Agora que já lemos tudo, levantemos os olhos ...

e admiremos o teto da primeira sala (o museu é composto por duas salas.
Um pouco mais abaixo duas belas esculturas em madeira
E logo por baixo um belo painel de azulejos 
e outro no lado contrário. Mas olhemos em frente e aproximamo-nos da capela
do teto ao chão, totalmente em talha dourada.
Belíssima.

E vista a capela passemos à segunda sala
Para nos extasiarmos com mais um belíssimo teto
E o friso de painéis de azulejo a toda a volta
adoro estes painéis de azulejos portugueses



Numa vitrine, vários ostensórios
E outros objetos religiosos entre os quais um crucifixo muito antigo
A Nossa Senhora da Piedade,,,
O S, João Batista...
O S. Paulo...
Santo António...
Santelmo
S. Sebastião
Uma enfermeira, provavelmente numa época de outra qualquer pandemia...


E o cofre do Santo Sepulcro.


Ampliem as fotos para lerem as explicações. Espero que gostem. 
Bom fim de semana.


Rua do Corpo Santo, 7
2900 Setúbal
T. 00351 265534222

Horário: ter.-sáb: 9h-12h30/14h-17h30
Encerra: domingos, seg. e feriados.
Preço: 1,15€. Gratuito para menores de 16 anos e maiores de 65 anos.

23/08/2019

DESTINO DE FÉRIAS - SETÚBAL - A PRINCESA DO SADO



Setúbal existe desde 1514, com foral concedido por D. Manuel I. Embora não haja, registo de nenhum outro foral, sabe-se que esta zona foi habitada pelos Fenícios, Gregos e Cartagineses, que vinham à Ibéria em busca do sal,  e mais tarde pelos Romanos, que se fixaram na margem sul do Sado (hoje Tróia) e lhe deram o nome de Cetóbriga. Data dessa data a recolha de sal como o demonstram as salgadeiras aí encontradas.

A exemplo de outras cidades ibéricas e do sul da Europa, o topónimo 'Setúbal' pode estar relacionado com o topónimo do rio que banha a povoação, referido pelo geógrafo árabe Edrisi (Muhammad Al-Idrisi), como denominar-se Xetubre (sendo esta a tese do Prof. José Hermano Saraiva). Seja como for, o topónimo ‘Setúbal’ e a cidade perdem-se no rasto dos tempos.
Porém os movimentos de areia, forçaram os habitantes a procurarem outro local para se fixarem. Escolheram uma área, hoje chamada o Bairro do Troino, situada na margem oposta à primitiva fixação, e aí se desenvolveu o núcleo gerador da actual cidade.
Com a nova localização e o desenvolvimento crescente, Setúbal  tornou-se no reinado de D. Afonso III, um dos principais portos do País a par de Lisboa, Porto e Faro. Como a povoação se ia tornando cada vez mais importante. é necessário criar mecanismos que a defendessem. Assim se iniciou, no reinado de D. Afonso IV,  a construção de muralhas, das quais ainda existem na cidade  alguns pedaços que delas, dão testemunho.

Ao longo do século XV, a vila desenvolveu actividades económicas, ligadas sobretudo, à indústria e ao comércio, tirando rendimentos elevados com os direitos cobrados pela entrada no porto.
Os primeiros conventos franciscanos, um deles o Convento de Jesus, foram construídos em Setúbal durante esse século.


A época dos Descobrimentos trouxe um grande desenvolvimento, tendo D. Afonso V, em
1458, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer.
 A construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, iniciada por D. João II, (que era um apaixonado por Setúbal e que escolheu esta cidade para casr com D. Leonor em 1471) e terminou no reinado de D. Manuel. Este monarca reformou o foral da vila, em 1514, devido ao progresso e aumento demográfico que Setúbal tinha registado ao longo do último século.

Aqueduto e Igreja de Santa Maria, onde se realizou o casamento real.
Hoje é a Sé Catedral de Setúbal



O título de “notável villa” é concedido, em 1525, por D. João III. Foi este título que proporcionou a criação, em 1553, por carta do arcebispo de Lisboa, D. Fernando, de duas novas freguesias, a de S. Sebastião e a da Anunciada, que se juntaram às já existentes S. Julião e Santa Maria.
A cerca de dois quilómetros do centro de Setúbal, o Rei D. Filipe II mandou edificar uma fortaleza – de S. Filipe –, cujos trabalhos foram iniciados em 1582.
No início do século XVIII, a população setubalense solicitou que S. Francisco Xavier fosse eleito padroeiro da cidade.




O terramoto de 1755 destruiu e danificou muitos edifícios, tendo as freguesias localizadas na zona mais baixa de Setúbal sido as mais afectadas.
Ao longo do século XIX, o desenvolvimento económico e social transformou a vila num dos mais importantes centros comerciais e industriais do País. A elevação a cidade deu-se em 1860, por carta régia, após solicitação da Câmara, dois anos antes, ao Rei D. Pedro V.
Nessa altura, foi inaugurada a via-férrea Barreiro/Setúbal e, em 1863, a iluminação a gás.
 As obras de aterro sobre o rio iniciaram-se, fazendo nascer a Avenida Luísa Todi.



Setúbal foi elevada, em 1926, a sede de distrito e, em 1975, a cabeça de 
diocese.
 Na actualidade Setúbal oferece uma grande diversidade de interesses para quem nela quiser passar férias.
Desde os passeios pela serra da Arrábida, donde se pode ter uma magnifica panorâmica sobre a cidade e o rio, uma visita aos monumentos, dos quais destaco além do já citado Convento de Cristo, a casa-museu do Bocage, o poeta sadino, cujo monumento de encontra num largo com o seu nome



o museu do trabalho, 


 Uma mercearia antiga no museu do trabalho

a casa-museu do Corpo Santo

Reparem na beleza deste sacrário, na casa-museu


A casa-museu do Bocage

                                       
A praia do Portinho da Arrábida,



 o forte de S. Filipe, os golfinhos, Tróia, na outra margem do Sado, onde além das ruínas da vila românica, tem uma magnífica praia
Na gastronomia, a rainha de Setúbal é sem duvida a sardinha assada, mas outros pratos como o choco frito, o polvo, as ostras são pratos que não encontram igual em mais nenhuma parte do país. 
E depois temos as tortas e o queijo de Azeitão, e os vinhos da região de Setúbal

E então, vamos até Setúbal? 




Nota A primeira e ultima foto não são minhas.


Fonte
Wikipédia
 Apontamentos de visita de estudo

19/02/2017

SETÚBAL - VAMOS AO MUSEU?

O Museu do trabalho Michel Giacometti em Setúbal, é assim designado, em homenagem aquele etnólogo. Ocupa as instalações de uma antiga fábrica de conservas, a Fábrica Perienes, e alberga parte da coleção etnográfica reunida em 1975 por jovens alunos do Serviço Cívico Estudantil, sob a orientação de Michel Giacometti, e ainda, instrumentos e máquinas que são testemunho das atividades industriais que caracterizaram Setúbal, a partir de meados do séc. XIX, da pesca às conservas, passando pela litografia, pela latoaria e comércio. A entrada do museu, fica na parte mais alta da cidade entre o palácio Fryxell e o Miradouro de S. Sebastião.

Depois deste quadro e da balança iniciamos a descida para a parte onde era a fábrica de conservas.Fomos por uma rampa onde temos uma primeira mostra, relativa aos utensílios de casa e campo, antes da cidade se ter industrializado. Para quem tem dificuldade em locomover-e existe um elevador

Aqui uma panorâmica da rampa, com os objetos à volta. 






 Enxadas. Haverá alguém que não as conheça? 
 Isto é um arado. Servia para alisar a terra depois de lavrada, pois A charrua, revolvia a terra e deixava-a em sulcos.
 Não sei se algum de vós conheceu este aparelho. Chama-se um semeador. É uma espécie de carrinho de mão, com uma caixa onde se colocavam as sementes. Essa caixa tinha no fundo um buraco tapado por uma chapa que de um lado tinha furos para as sementes caírem e de outro não. Uma especie daquela tampa de saleiros de mesa. E essa tampa ia rodando, consoante o carro andava, movida por aquela corrente na rodinha do meio do  elo entre as duas rodas grandes. 
 As foices. 

 A gadanha
 Dois malhos, um ancinho e duas forquilhas. Creio que todos sabem para que servem ou serviam, já que os malhos hoje em dia já não se usam, as máquinas fazem esse trabalho

 Aqui uma amassadeira, recipiente que as mulheres usavam para amassar e levedar o pão antes de o mandarem para o forno.  A propósito lembro aqui a primeira adivinha, que a minha avó me propôs descobrir nos idos anos de 50. 
Em cima de de ti me ponho
Em cima de ti me deito
sem dar ao cu nada feito.
Claro que eu não adivinhei, mas era uma mulher a amassar a farinha sobre um recipiente destes.
 Utensílios que também conheceis. Uma arca, a bela panela de ferro com três pés, uma balança, um moinho de café, conchas. utensílios para a gravação de letras, e uma terrina.
 Lembram-se disto?
 Tive um igual e muita roupinha passei com ele. A carvão. Conheceram?
 E a velhinha máquina de costura?
 Aqui vários utensílios para bater, cardar e dobar o linho.
 E o tear, onde depois de dobado se teciam belos panos.

 Duas máquinas de trabalho de latoaria.
Por hoje ficamos por aqui.  Continuamos daqui a uns dias
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