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14/05/2018

ALENQUER - MUSEU DAMIÃO DE GÓIS


                               


 IGREJA DE SANTA MARIA DA VÁRZEA
Também conhecida por Nossa Senhora da Várzea, o seu edifício encontra-se integrado no centro histórico, junto ao troço da muralha do Castelo, com o qual a antiga Judiaria confinava. Paróquia já em 1203, onde se incluiria o bairro da Judiaria, foi extinta e integrada na freguesia de Triana, em meados do séc. XIX, vindo a ficar devoluta e despojada, de objetos de culto.
Encerrada ao culto, rapidamente se precipitou a sua degradação, vindo a sofrer grandes obras de reconstrução, em finais do mesmo século, que não chegaram a acabar-se. Com estas mais do que a reabilitação do templo em si, pretendia-se dignificar a sepultura do mais insigne alenquerense, ali sepultado em 1574: Damião de Góis.
Com a adesão de Alenquer, à Rede de Judiarias de Portugal, em  setembro de 2011, sentida a necessidade de se encontrar um imóvel onde pudesse ser instalado um museu relacionado com a Judiaria de Alenquer acabou por surgir naturalmente como eleita para esse fim. A sua reabilitação veio assegurar a preservação do monumento em si mesmo e contribuir para a valorização do bairro em que se insere



Incontornável foi também a relação íntima de Damião de Góis com a antiga Igreja. Ali foi batizado em 1502,  e já perto da velhice, veio a comprar o direito de se fazer sepultar na capela-mor, onde fez construir um sumptuoso  túmulo onde foi efetivamente sepultado em 1574. Consequência da ruína da igreja, este túmulo veio a ser transferido, em 1941, com todos os seus elementos (a laje tumular, uma lápide armoriada, outra lápide com inscrição e escultura da cabeça de Góis,  uma janela com pequenos colunelos,  e o próprio pavimento), para uma capela tumular construída para o efeito na igreja de S. Pedro, classificada como imóvel de interesse público desde 1946.
Insigne alenquerense foi uma das mais notáveis vítimas da Inquisição a par com os judeus cristãos-novos. 
Na sua crónica de D. Manuel, relatou o massacre de judeus de Lisboa em 1506 e foi acusado e julgado pela Inquisição, por se considerar que se desviara da antiga fé da Igreja por influência de Lutero.  É interessante notar que algumas das acusações que sofreu, eram exatamente as mesmas de que eram acusados os cristãos-novos; comer carne às sextas-feiras ou ler livros proibidos.

CLIQUEM NAS FOTOS PARA AS  AMPLIAR, E LEREM TODA A HISTÓRIA , 
































05/05/2018

ALENQUER - MUSEU DO VINHO





 Não sei como se chama este aparelho. Meu pai chamava-lhe prensa, mas não sei se é o verdadeiro nome. Serve para espremer ao máximo  as partes sólidas do mosto. As peles e grainhas das uvas, que depois de bem espremidas vão para o alambique a fim de fazer a aguardente bagaceira.


 Várias ferramentas agrícolas.

 E várias medidas.






 Bomba metálica da trasfega, accionada por um motor eléctrico e assente num carro de mão em ferro, com duas rodas. Era assim que nos anos 20 do século passado se passava o vinho de um depósito para outro. O vinho entrava por um lado, saía por outro.

 Aqui uma máquina de sulfatar as vinhas.
 Aqui um esmagador de uva também dos primeiros anos do século passado. Punha-se a uva lá dentro e dava-se à manivela. Uns anos mais tarde foi acoplado um motor eléctrico, e retirada a manivela.

 Quem se lembra destes lavatórios?

 Ancinhos e uma serra.Este diferente era usado nos lagares.
 Uma pasteleira.


 Lembram-se destes fogões?


 Forquilhas e ancinhos.


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