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22/08/2020

IGREJA DE SANTA MARIA DA VÁRZEA - ALENQUER

 Reedição

                                


 IGREJA DE SANTA MARIA DA VÁRZEA
Também conhecida por Nossa Senhora da Várzea, o seu edifício encontra-se integrado no centro histórico, junto ao troço da muralha do Castelo, com o qual a antiga Judiaria confinava. Paróquia já em 1203, onde se incluiria o bairro da Judiaria, foi extinta e integrada na freguesia de Triana, em meados do séc. XIX, vindo a ficar devoluta e despojada, de objectos de culto.
Encerrada ao culto, rapidamente se precipitou a sua degradação, vindo a sofrer grandes obras de reconstrução, em finais do mesmo século, que não chegaram a acabar-se. Com estas mais do que a reabilitação do templo em si, pretendia-se dignificar a sepultura do mais insigne alenquerense, ali sepultado em 1574: Damião de Góis.
Com a adesão de Alenquer, à Rede de Judiarias de Portugal, em  Setembro de 2011, sentida a necessidade de se encontrar um imóvel onde pudesse ser instalado um museu relacionado com a Judiaria de Alenquer acabou por surgir naturalmente como eleita para esse fim. A sua reabilitação veio assegurar a preservação do monumento em si mesmo e contribuir para a valorização do bairro em que se insere



Incontornável foi também a relação íntima de Damião de Góis com a antiga Igreja. Ali foi batizado em 1502,  e já perto da velhice, veio a comprar o direito de se fazer sepultar na capela-mor, onde fez construir um sumptuoso  túmulo onde foi efectivamente sepultado em 1574. Consequência da ruína da igreja, este túmulo veio a ser transferido, em 1941, com todos os seus elementos (a laje tumular, uma lápide armoriada, outra lápide com inscrição e escultura da cabeça de Góis,  uma janela com pequenos colunelos,  e o próprio pavimento), para uma capela tumular construída para o efeito na igreja de S. Pedro, classificada como imóvel de interesse público desde 1946.
Insigne alenquerense foi uma das mais notáveis vítimas da Inquisição a par com os judeus cristãos-novos. 
Na sua crónica de D. Manuel, relatou o massacre de judeus de Lisboa em 1506 e foi acusado e julgado pela Inquisição, por se considerar que se desviara da antiga fé da Igreja por influência de Lutero.  É interessante notar que algumas das acusações que sofreu, eram exatamente as mesmas de que eram acusados os cristãos-novos; comer carne às sextas-feiras ou ler livros proibidos.

CLIQUEM NAS FOTOS PARA AS  AMPLIAR, E LEREM TODA A HISTÓRIA , 
































01/06/2018

ZANZANDO POR ALENQUER

Por favor ampliem as fotos, e venham daí comigo, visitar ALENQUER a chamada vila presépio de Portugal

 ´Nestas fotos estamos na parte baixa da vila. Ao fundo, a parte alta, onde se situa o Castelo , e para onde iremos.



Vamos subindo  em direção ao Castelo, em direção à porta da Conceição

 Haja pernas para continuar a subir
 Bom  lá cá estamosO castelo de Alenquer foi uma importante praça moura, uma fortaleza que, na Idade Média, teve grande valor estratégico na linha de fortificações que defendiam Lisboa. Atualmente restam esta parte das muralhas, a porta da Conceição, cuja foto não ficou capaz para vos mostrar e a parte onde se situa a torre da Couraça, que não tivemos tempo de visitar, mas que poderão encontrar em fotos na Internet.
 A igreja que se vê daqui, é aquela onde está instalado o museu Damião de Góis, que vos mostrei em post anterior.
 Como já estamos cá em cima vão começar a ver as imagens da parte onde começámos a visita.






 Cá em ci,a, visitámos a câmara e o Convento de S. Francisco que já vos mostrei. Vamos começar a descer.

 Descemos estas escadas
 E encontramos a igreja de São Pedro, onde se encontram os restos mortais de Damião de Góis




Aqui o temos


 E aqui uma imagem de um Cristo raríssimo. Se pensarem bem, quando se fala do martírio de Jesus, sempre O vemos de pé, perante os seus algozes, carregando a Cruz, de joelhos sob o peso da Cruz, ou crucificado. Nunca assim algemado e sentado.




 Continuando a descer depois de sair da igreja, encontramos esta fonte


Seguida desta inscrição

 E  no outro lado da rua, esta casa numa quinta, onde os catos parecem querer ir até ao teto





 Continuando a descer, olhamos para trás e lá em cima temos o edifício da Câmara
 Na nossa frente a parte baixa da vila, seguida da colina.

 Num muro e no monumento que se segue, recorda-se uma das lendas da Rainha Santa Isabel.




E aqui temos a descida final, para o ponto de partida onde nos esperava a camioneta para o regresso.
Antes de terminar, queria chamar-vos a atenção para duas coisas. Repararam que em toda a parte alta da vila, não há uma única nota de cor? Que todas as casas são brancas? Pois é. O município tem uma lei que não autoriza outra cor a não ser o branco, por causa do tal titulo de Vila Presépio de Portugal.
2º - Relembrar que esta é a oitava publicação sobre Alenquer, e que nas outras sete encontrarão vários museus e outros locais de interesse.

Espero que tenham gostado do passeio.




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