20/04/2016

ZANZANDO POR LAGOS - PARTE V

Continuando a passear por lagos, eis a rua da Barroca, uma das ruas mais típicas de Lagos, Antes de 1960, esta era  a muralha onde chegava o rio como mostrei no post anterior. Estudos arqueológicos recentes, comprovam a ocupação desta zona no século VIII A. C. comprovando que os fenícios viveram em Lagos há 2800 anos. Os achados arqueológicos provam que a ocupação de Lagos pelos   fenícios, é contemporânea da fundação do  primeiro templo em Cartago.


Na Avenida dos Descobrimentos quase em frente ao mercado, este monumento de homenagem aos  descobridores de Lagos,  o mais famoso dos quais Gil Eanes, o tal que dobrou o Cabo Bojador.
Inaugurada em 1997 é da autoria de Xana.




Ali mesmo ao lado temos o mercado municipal, construído na primeira metade do séc. XIX, junto ao rio, já que como sabemos por Lagos passa a ribeira de Bensafrim que desagua no mar, junto ao forte que já viram. Há poucos anos, sofreu obras de restauro, e recebeu o nome de Sophia de Mello Breyner, em homenagem à poetisa que tantos anos viveu em Lagos.  No terraço, por cima do piso das frutas, pode-se apreciar uma panorâmica sobre a cidade, de rara beleza. E se o tempo estiver bom pode aproveitar e almoçar no restaurante que lá se encontra.

 Eu não disse que valia a pena a panorâmica do alto do mercado? Para a esquerda a lota e a marina
Para a direita, o encontro da ribeira com o mar, e sabendo que o rio vinha até ao mercado, a noção exacta do que se roubou às águas. Do terraço do mercado passamos directamente para o Centro Ciência Viva

 O lema do Centro é a divulgação científica e tecnológica ao grande público, e às escolas.
Continuando a subida encontramos a Igreja de S. Sebastião.

Construída no local onde em 1325 se erguera a ermida de Nª Sª da Conceição. Sofreu uma grande ampliação a partir de 1463, tendo sido transformada em Igreja em 1490. Nessa altura mudou o nome para o actual, Igreja de S. Sebastião, porque se pensava que este santo, livraria a população dos repetidos surtos de cólera que a atingiam. O interior é formado por três naves, separadas por colunas dóricas, com capitéis parcialmente jónicos  e arcadas de volta perfeita, que terminam em cabeceira tripartida, entre o altar-mor e duas capelas laterais que apresentam belos exemplares de talha dourada.
Quase totalmente destruída pelo terramoto de 1755, a Igreja chega à actualidade com uma mistura de estilos. Conserva um importante conjunto de pinturas do séc. XVI, e as estátuas dos santos são na maioria do séc. XVIII.  Em anexo encontra-se uma das três Capelas de Ossos do Algarve.






Pena que eu só tenho estas quatro foto da Igreja, mas acabou-se a pilha do "sabonete". Espero no Verão quando for de férias fazer umas fotos decentes da igreja.



E por hoje é tudo.

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