10/02/2017

VAMOS VOLTAR A SETÚBAL?

 Ora bem destas vez trouxe-vos a informação do que ides ver. Espero que gostem do passeio































                          S. Paulo Eremita. Trabalho Espanhol atribuído a discípulo de Pedro de                                                  Meca.  Madeira policromada do século  XVII




                                    BOM FIM DE SEMANA A QUEM POR AQUI PASSAR

05/02/2017

VAMOS A SETÚBAL?

 Vamos visitá-lo?
 O projeto nasceu no final do século XV, quando Justa Rodrigues Pereira – ama de D. Manuel I  – envidou esforços junto do Vaticano e da corte real para a construção de um convento no terreno conhecido, na época, por sapal de Troino.
 As obras, iniciadas em 1490 e, ao que tudo indica, terminadas em 1496, foram conduzidas por Diogo Boitaca, nome que acabaria por ser uma referência do manuelino, assinando trabalhos em monumentos como o Mosteiro dos Jerónimos, ou o Mosteiro da Batalha
 O arranque das obras reveste-se de um dado curioso. Em 1491, um ano após o início dos trabalhos, D. João II desloca-se a Setúbal para fazer uma novena e assistir à primeira missa rezada no lugar destinado ao futuro templo. Na ocasião já estavam abertos os alicerces e construídos a portaria e o dormitório do convento, mas o monarca revelou desagrado em relação às dimensões da igreja, reduzidas para o seu gosto. Nesse mesmo ano repete-se a cerimónia de lançamento da primeira pedra, durante a qual D. João II, mestre Boitaca e Justa Pereira mediram, eles próprios, o comprimento e largura do claustro do convento, desta feita já com os ajustes incluídos.
 No Convento de Jesus recorre-se, quase em estreia, a soluções inovadoras para época, como os arcos de volta perfeita, abobadas assentes sobre arcos abatidos e redes de nervuras.
 Belo cruzeiro em mármore vermelho da Arrábida
 Os painéis de azulejos do séc XVIII que revestem as laterais da igreja.





 A Igreja de Jesus, assim como o claustro e a Casa do Capítulo do Convento, estão classificados como monumentos nacionais desde 1910 e 1933.
 A Igreja Gótica apresenta um interior sumptuoso, e foi o primeiro ensaio no País de uma “igreja salão”, conferindo uma unidade do espaço, com as três naves abobadadas à mesma altura, permitindo uma iluminação uniforme do interior. A Igreja é famosa pelas suas belas colunas torsas feitas em brecha (uma pedra típica da Serra da Arrábida) que sustentam as abóbadas. 



 No tecto estão presentes nervuras espiraladas que viriam a ser um dos grandes marcos do estilo Manuelino, e que aqui parecem ser dos primeiros exemplares onde foram utilizadas. 
Na capela-mor existia um belo retábulo renascentista, que agora se encontra na Galeria de Pintura Renascentista anexa à Igreja.



 A passagem interior da igreja para o convento
 A zona batismal
Fontes: Câmara Municipal, através de uma das suas guias.
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