09/02/2018

CARNAVAL INFANTIL

 hoje trago-vos algumas fotos do desfile das escolas pré e básico do Barreiro. Numa terra que exalta o rio que a banha, e tem por ex-libris os moinhos o desfile tinha que ter por tema exatamente isso. Aqui a mãe água, simbolizando o rio.


 E claro que as profissões ligadas à farinha também tinham que estar representadas
 Há de tudo. Moleiros/as, Padeiros/as, Pasteleiros/as vendedores de pão, etc.



 Seguem-se vários grupos de moinhos










 Nem podiam faltar as ceifeiras. Afinal é preciso ceifar o trigo e centeiro para se obter a farinha.




 Mais moinhos
 E as pipocas. Estas são pequeninas que vão de carrinho.


 Estas já são maiores. Uns lindos pacotes de pipocas.
 Seguem-se os trajes regionais. Ou não fosse o Barreiro, uma terra que acolhe gente de todo o país e não só.




 Mas o Barreiro também é a terra de Augusto Cabrita, fotografo e cineasta que foi um dos melhores do mundo. E ele também foi homenageado com figuras de cinema.














 E claro que a classe operária não podia ser esquecida. Afinal aqui houve em tempos o maior centro operário do país.
 Gostava de saber o que representavam estes meninos.

05/02/2018

AINDA O MOSTEIRO DE ALCOBAÇA












                                                                  Lavabo



Em frente à porta do refeitório encontra-se um  lavabo. No meio de um enorme pavilhão  existe um tanque com água corrente, onde os monges lavariam as mãos antes de irem comer.

Antes de dar por terminada esta visita, um último olhar para a nave central da Igreja, deste mosteiro que é classificado pela UNESCO como Património Mundial



Por aqui termino a minha visita a este Mosteiro, mas não a Alcobaça. No próximo post teremos aqui o Jardim dos Amores.

02/02/2018

ALCOBAÇA - DORMITÓRIO







Uma sala grandiosa. Neste Mosteiro,  tudo é enorme. Aqui dormiriam os monges.
Como vêm não há camas.  Cumpre aqui talvez lembrar que estes monges seguiam à letra a Regra Beneditina. Mas em que consistia essa famosa Regra
Vamos sabê-lo agora. 
As Regras de S. Bento ou Beneditinas, compõem-se de LXXIII tópicos que regiam toda a vida monástica, mas que se podiam resumir em meia dúzia de pricípios. 

- Repartir o tempo entre o trabalho manual, intelectual, e a oração
- Os monges vivessem em clausura perpétua
- Os mosteiros, ou abadias cistercienses deveriam ficar isoladas
- Os edifícios deviam ser modestos e com poucos ornamento
- Os monges deviam dormir no chão
- Alimentação diária de apenas meio quilo de pão e dois pratos de legumes
- Proibição de comer carne, peixe, ou lacticínios
- Vestirem obrigatoriamente um simples hábito de tecido grosso e áspero
- Ir obrigatoriamente ao coro, e manter o silêncio e perfeição de vida nas cerimónias






E pergunta-se. Numa sala tão grande, onde dormiam tantos homens, onde se faria a higiene? Todos sabemos que naquela época, os habitos de higiene eram quase nulos, mas ainda assim, teria que haver um local para as necessidades mais básicas. Pois sim, disse-nos a guia. Por esta porta, entravam, e pela de baixo saíam. Para lá delas ficariam assim essas instalações.




Aqui a ligação à Igreja, que era feita por uma escada de madeira. Mais tarde, parte dessa escada foi substituida por lances de pedra, que só vai até meia altura. O resto foi substuido por parede e vidro.
Na ampliação das fotos notarão neste arco como na parede ao lado várias marcas nas pedras. Todo o mosteiro está cheio delas. Decerto sabem o que são, mas se alguém não souber,( eu não sabia até há poucos anos) trata-se da assinatura dos operários. Naquela época, eles não sabiam ler nem escrever. Então cada um tinha uma marca que era a sua assinatura. Elas não servem só para os historiadores os identificarem hoje. Serviam também na época como referência para o empregador saber quanto tinha de pagar a cada um. Conhecendo as marcas, sabiam exatamente o trabalho que cada um tinha feito.




Uma última panorâmica da sala dormitório. Da varanda desta sala, podemos observar mais uma parte do Mosteiro, um outro jardim, e o claustro dos noviços.


Cada arco era uma cela.de noviço.
Espero que estejam a gostar de me acompanhar. Na próxima postagem, darei por finda a visita a este mosteiro.
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