05/02/2018

AINDA O MOSTEIRO DE ALCOBAÇA












                                                                  Lavabo



Em frente à porta do refeitório encontra-se um  lavabo. No meio de um enorme pavilhão  existe um tanque com água corrente, onde os monges lavariam as mãos antes de irem comer.

Antes de dar por terminada esta visita, um último olhar para a nave central da Igreja, deste mosteiro que é classificado pela UNESCO como Património Mundial



Por aqui termino a minha visita a este Mosteiro, mas não a Alcobaça. No próximo post teremos aqui o Jardim dos Amores.

02/02/2018

ALCOBAÇA - DORMITÓRIO







Uma sala grandiosa. Neste Mosteiro,  tudo é enorme. Aqui dormiriam os monges.
Como vêm não há camas.  Cumpre aqui talvez lembrar que estes monges seguiam à letra a Regra Beneditina. Mas em que consistia essa famosa Regra
Vamos sabê-lo agora. 
As Regras de S. Bento ou Beneditinas, compõem-se de LXXIII tópicos que regiam toda a vida monástica, mas que se podiam resumir em meia dúzia de pricípios. 

- Repartir o tempo entre o trabalho manual, intelectual, e a oração
- Os monges vivessem em clausura perpétua
- Os mosteiros, ou abadias cistercienses deveriam ficar isoladas
- Os edifícios deviam ser modestos e com poucos ornamento
- Os monges deviam dormir no chão
- Alimentação diária de apenas meio quilo de pão e dois pratos de legumes
- Proibição de comer carne, peixe, ou lacticínios
- Vestirem obrigatoriamente um simples hábito de tecido grosso e áspero
- Ir obrigatoriamente ao coro, e manter o silêncio e perfeição de vida nas cerimónias






E pergunta-se. Numa sala tão grande, onde dormiam tantos homens, onde se faria a higiene? Todos sabemos que naquela época, os habitos de higiene eram quase nulos, mas ainda assim, teria que haver um local para as necessidades mais básicas. Pois sim, disse-nos a guia. Por esta porta, entravam, e pela de baixo saíam. Para lá delas ficariam assim essas instalações.




Aqui a ligação à Igreja, que era feita por uma escada de madeira. Mais tarde, parte dessa escada foi substituida por lances de pedra, que só vai até meia altura. O resto foi substuido por parede e vidro.
Na ampliação das fotos notarão neste arco como na parede ao lado várias marcas nas pedras. Todo o mosteiro está cheio delas. Decerto sabem o que são, mas se alguém não souber,( eu não sabia até há poucos anos) trata-se da assinatura dos operários. Naquela época, eles não sabiam ler nem escrever. Então cada um tinha uma marca que era a sua assinatura. Elas não servem só para os historiadores os identificarem hoje. Serviam também na época como referência para o empregador saber quanto tinha de pagar a cada um. Conhecendo as marcas, sabiam exatamente o trabalho que cada um tinha feito.




Uma última panorâmica da sala dormitório. Da varanda desta sala, podemos observar mais uma parte do Mosteiro, um outro jardim, e o claustro dos noviços.


Cada arco era uma cela.de noviço.
Espero que estejam a gostar de me acompanhar. Na próxima postagem, darei por finda a visita a este mosteiro.

31/01/2018

ALCOBAÇA - A SALA DO CAPÍTULO.



Uma sala muito interessante pela disposição dos seus arcos. Aqui seria uma sala, onde os monges se reuniam pela manhã, para lerem os capitulos das regras beneditinas, (daí o nome da sala) onde os monges decidiam sobre as tarefas diárias, porque recordemos a principal dessas Regras dizia que os monges deveriam repartir o tempo, entre o trabalho manual, intelectual e a oração.
Nesta sala se reuniriam assim uns cem monges que seria o número existente no mosteiro, embora a sala tivesse capacidade para o dobro.
Consta que no chão desta sala seriam sepultados os monges, mas se era verdade esses túmulos desapareceram com as últimas obras de reconstrução . No entanto à entrada da sala, mantém-se o tumulo de um abade. Existem várias versões, sobre esta sepultura. Uns dizem qyue seria um monge muito reverenciado pela sua santidade, que estaria ali como um exemplo, outros que teria sido muito importante e por isso teria escolhido ser sepultado ali, ou então que era tão humilde que quis ficar ali para ser pisado por todos. O mais provável, é que tenha ficado ali na entrada como recordação da antiga lei de 1180 que determinava que ali deviam ser sepultados.




As estátuas representam santos, anjos e monges. Esta representa S. Bernardo.


Cá está então a sepultura à entrada da sala.

28/01/2018

MOSTEIRO DE ALCOBAÇA - A SALA DOS REIS







Aqui o rei ladeado por S. Bento e S. Bernardo










Na parte de baixo das estátuas dos reis em terracota, encontram-se belos painéis de azulejos, onde se narram cenas de vida na época.
Por favor cliquem nas fotos para ampliá-las.
Este conta provavelmente a história da fundação da ordem de Cister. E digo provavelmente porque não nos foi explicá-lo e não consegui decifrar no pouco tempo que tinha, o português arcaico em que estava escrito, 










Uma panorâmica do teto.


Saimos desta sala, e entrando nos claustros podemos ver, o jardim 
Não vi o nome deste claustro que fica paraleli ao claustro da sala do Capítulo do outro lado do jardim. 
Seguimos por este claustro o de D. Dinis, assim chamado porque D. Dinis doou um couto ao convento porque queria ser sepultado neste convento.  Porém mais tarde, o rei D. Dinis manda construir, o Mosteiro de odivelas, da mesma ordem de Cister, mas feminino, e manifestou o desejo de ser sepultado, não em Alcobaça mas em Odivelas, desejo que lhe foi concedido em agradecimento por ter mandado construir esse mesmo mosteiro.
E então lá vamos nós pelo Claustro de D. Dinis, ou do silêncio, já que era percorrido pelos monges em oração estavam proibidos de entabular conversa entre si. Este claustro, construido entre 1308 e 1311, substituiu o primeiro que datava de 1240, e que se crê ter ruído. O sobreclaustro, por cima deste, com acesso por uma escada de caracol, foi construído mais tarde, no reinado de D. Manuel I
Sensivelmente a meio deste Claustro esta imagem da Virgem.  Inicialmente esta imagem estaria no alto da torre do Mosteiro. Com o terramoto de 1755, o mosteiro ficou bastante danificado. Esta imagem de terracota terá caído do alto da torre. A logica diz que ao cair daquela altura ficaria totalmente destruída, mas parece que assim não foi. Diz-se que ficou intacta como se ali tivesse sido depositada com todo o cuidado, o que foi considerado pelos monges como um milagre. Na reconstrução a imagem já não foi para a torre, porque se considerou que esta imagem não representaria Santa Maria, mas foi colocada aqui como mais uma imagem da Virgem a ser reverenciada.






Mais três fotos do jardim, e do próprio mosteiro, visto de vários pontos do Claustro


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...