23/06/2016

ZANZANDO POR LISBOA - RUÍNAS DO CARMO

Este é talvez o melhor local de Lisboa para as gerações actuais terem uma ideia do que foi o terramoto de 1755. Mas apesar disso o edifício com os seus magníficos arcos a céu aberto, acabou por ficar interessante assim mesmo.
O local abriga hoje, o Museu Arqueológico do Carmo , abrigando peças do paleolítico e neolítico em Portugal, uma biblioteca com livros raros, uma miniatura da igreja antes do terramoto, duas múmias peruanas e túmulos góticos, incluindo o de D. Fernando II. O espaço fechado não é grande mas é muito interessante. Por agora  vou mostrar-vos a parte exterior

 Já vos disse como se chamava esta igreja, geralmente apenas citada como convento do Carmo? Efectivamente a igreja, fazia parte do todo do Convento do Carmo, mas o seu nome era Igreja do Convento de Nossa Senhora do Vencimento do Monte do Carmo.

 Reparem na beleza destas gárgulas.








Vamos entrar? Vamos. No próximo post.

19/06/2016

ZANZANDO POR LISBOA


Hoje vou mostrar-vos um monumento que segundo as estatísticas, não é dos mais visitados em Lisboa, mas que vale bem a visita. Para quem vive em Lisboa, se reparar nesta paisagem (cliquem em cima para verem melhor) vão ver o castelo de S. Jorge na colina em frente. Logo eu estou precisamente na colina do Carmo. Já adivinharam que monumento vamos ver? É isso. O Convento do Carmo


Voltando as costas ao Castelo, tenho na minha frente esta bela porta. Fechada? Não a entrada é pelo Largo do Carmo . Vamos lá. Mas antes antes olhem lá para cima...


Uma janela a céu aberto? Adivinharam. Afinal esta arquitectura são as ruínas do monumento.
 Todas as fotos são minhas, excepto esta, que fui buscar à net. A que tirei, por estar muita gente ali nesse dia, não mostrava a entrada. Estamos no Largo do Carmo com o seu belo chafariz. Se olharem para o lado, verão os grandes portais verdes, do antigo convento, ocupado pela GNR. Aqui como todos os portugueses se devem lembrar, se refugiou Marcelo Caetano, na revolução do 25 de Abril, que pôs fim ao Estado Novo, e deu início ao regime democrático vigente. Então apesar de eu dizer que vamos visitar o Museu do Convento do Carmo, o que realmente vamos ver, são as ruínas da outrora Igreja do Convento.


Quando entramos deparamos-nos com um lance de escadas e esta magnífica vista a céu aberto. A sua construção foi iniciada em 1389, por ordem de D. Nuno Álvares Pereira em cumprimento de uma promessa, pela vitória na batalha de Aljubarrota. Em 1414 em sofrimento pela morte da filha, ele mesmo decide recolher a este convento, depois de doar todos os seu bens aos netos.


Impressionante a altura destas colunas. Compreende-se que tenha sido o principal monumento de raiz gótica da cidade de Lisboa. Terá sido uma igreja  de 3 naves, de cabeceira composta por uma abside central rodeada por dois absidíolos de cada lado, ou seja, uma abobada semi circular central rodeada por duas mais pequenas.  Este tipo de construção não é muito vulgar nos nossos monumentos medievais, porém não é exclusiva desta Igreja, pois podemos observá-la, nos conventos dos Franciscanos e das Clarissas em Santarém, e dos Dominicanos em Elvas e Batalha.

Mas porque é que este monumento se encontra neste estado? Se pensaram no Terramoto de 1755, acertaram. Como todos sabem, o terramoto que muitos historiadores dizem ter sido o mais intenso de toda a Europa ao longo dos séculos, destruiu praticamente toda a cidade, porque o que o terramoto deixou de pé, o tsunami que se seguiu, levou. Esta Igreja, situada no alto de uma colina, terá sido poupada ao tsunami. Porém o terramoto ocorreu como sabem no 1º de Novembro, dia de todos os Santos. O povo português sempre foi muito religioso, e nesse dia reverenciava os seus finados, pelo que as igrejas estavam cheias de velas acesas pelas alminhas dos que já tinham partido. Daí que depois do terramoto se tenha propagado um incêndio de grandes dimensões, que por exemplo neste convento tenha consumido mais de 5000 exemplares literários que compunham a sua biblioteca. Ou seja, onde não chegou o Tsunami, chegou o fogo.
Repararam que na nave lateral do lado esquerdo as janelas se encontram em perfeito estado? Pois esta nave é a que dá para o corpo do convento, posteriormente reconstruído, e desde a extinção das ordens religiosas em 1834, ocupado por forças militares.





E por hoje fico por aqui.  Fiquem atentos que vou continuar a "zanzar" por aqui.

09/06/2016

ENTRE VERDES E VERMELHO

 Antigo Coreto no jardim dos poetas, Barreiro, ou jardim dos Franceses

 Reparem na beleza destes bancos em ferro forjado


 António Gedeão também está representado no jardim dos poetas

 Esta chaminé, é o testemunho de que no final do século XIX e principio do século XX este espaço foi ocupado pela fábrica do Alemão, uma das mais importantes fábricas de cortiça da zona. O Alemão viria a falir no final da II guerra mundial.
 Hoje este espaço é ocupado pelo parque da Cidade no qual se situa o AMAC  Auditório Municipal Augusto Cabrita.

 Várias imagens do Lago que existe no parque.

 Reparem na pose deste galo.  Parece que percebeu que eu ia fotografá-la.



 Este é o Edifício Américo Marinho
Este painel em azulejos, comemorativo do 25 de Abril,  foi pintado pelas crianças do pré escolar,  do Barreiro, ocupa toda uma parede do edifício Américo Marinho e foi inaugurado este ano no passado dia 25 de Abril.




 A zona do Ténis
 Do outro lado do lago, um café esplanada
Bom fim de semana alargado

15/05/2016

ZANZANDO POR LAGOS - PARTE VI



Saindo  da Igreja de S, Sebastião e descendo a rua, chegamos a este Praça que ostenta o nome do nosso poeta maior, Luís de Camões, onde encontramos este Monumento erigido em memória dos soldados mortos na Grande Guerra.  Como sabem nesta guerra que se iniciou em 1914, e terminou quatro anos mais tarde, Portugal mantinha-se neutro, apesar da sua aliança com a Inglaterra, e desta estar em guerra. Porém por pressão da Inglaterra, o Governo Português viria a apresar vários barcos de origem alemã que se encontravam no Tejo. Como resposta a Alemanha declarou guerra a Portugal.  O Corpo Expedicionário Português, participou na batalha de la Lys na Primavera de 1918, tendo sofrido pesadas baixas.

 Das várias ruas que vêm dar a esta Praça, esta é talvez a mais interessante com as suas varandas de ferro forjado e a escadaria a meio da rua.

Continuando o passeio em direcção à Avenidas das Descobertas, encontramos mais à frente a fonte das 8 bicas da autoria de Rui Paula.
Obra em calcário, representa a antiga Fonte Manuelina, que no século XVI abastecia a cidade.


Logo a seguir, encontramos a Praça Gil Eanes, e bem no meio dela, a estátua de El-Rei D. Sebastião, que em 1573 elevou Lagos à categoria de cidade, e daqui partiu em 1578, à Conquista de Alcácer Quibir, numa fatal expedição ao norte de África, donde nunca voltaria. Era quase uma criança, e o povo recusava-se a acreditar na sua morte, acreditando que ele havia de voltar num dia de nevoeiro. Esse mito permaneceu na memória do povo até aos nossos dias.
A estátua é obra de João Cutileiro, e foi inaugurada em 1973

No seguimento da Praça Gil Eanes, encontramos este belo painel de Azulejos, numa das paredes do edifício dos C.T.T. Trata-se de um trabalho executado para esta entidade, pela empresa Mosaicos Ideal, Lda de Lisboa, segundo desenho da artista Rosário Silva. Representa a localização da cidade, junto ao mar, suas praias, barcos e criaturas marinhas. Do lado direito destaca-se o símbolo dos correios. O corneteiro e seu cavalo.




Seguindo pela Avenida em direcção ao forte que já mostrei numa postagem anterior, chegamos à Praça Infante D. Henrique, que já foi a antiga  Praça da República, e antes disso a praça da Constituição, / do Pelourinho/ e dos touros. Será que este vai ser o nome final? Bom, é nesta Praça, que se situam,  a Igreja de Santa Maria, o Mercado de Escravos, e o antigo Armazém Regimental, que já mostrei anteriormente.  Mas ainda não tinha mostrado a estátua do Infante D. Henrique.
Da autoria do escultor, Leopoldo de Almeida, foi inaugurada em 1960, e  imortaliza a figura do Infante, e a sua estadia em Lagos, durante grande parte da sua vida, embora lhe chamem o Infante de Sagres.


                                                                                A
Um pouco mais à frente, no jardim da Constituição,  junto às muralhas, encontra-se a estátua de Gil Eanes, uma homenagem a um filho da terra, escudeiro do Infante D. Henrique, que em 1434 dobrou o Cabo Bojador.
Esta estátua da autoria de Canto da Maia, representa o navegador junto a um barril, vaso improvisado contendo uma planta, símbolo da descoberta de terra para além do Cabo Bojador


Um pouco mais à frente, a parte pais bonita das muralhas, com o arco de entrada na cidade, o arco de S. Gonçalo



Foto nocturna do arco. As diurnas deste local, estavam numa pasta que desapareceu quando o disco do pc ardeu.



B


Neste arco, foi edificado nos anos 40   um oratório, para perpetuar a memória do Santo Padroeiro de Lagos, que  terá nascido em 1360, segundo a tradição numa casa junto das Portas do Mar, no local onde hoje se encontra  o nicho com a sua imagem. Estudou em Lisboa, onde decide entrar na  Ordem dos Eremitas de Stº Agostinho. 
Estudou teologia, e dedicou-se à catequese e pregação, interessando-se pelo bem estar das populações e apoiando os pobres. Pelo bem que fez, e pelos milagres, quer em vida, quer depois de morto, ganhou fama de Santo. Faleceu em Torres Vedras a 15 de Outubro de 1422. Em 1778, o Papa Pio VI autorizou o culto do "Bem-aventurado" ou Beato Frei Gonçalo de Lagos, com honras de santo em Portugal.


E cá está,no cimo da Avenida dos Descobrimentos,  no largo por cima da falésia da Praia da batata, local 
conhecido por Chão Queimado, o monumento a S. Gonçalo, padroeiro da cidade. Obra do escultor lacobrigense
Tolentino Abegoaria.







E por hoje fico por aqui. Espero que gostem.  As fotos A e B não são de minha autoria. Fui buscá-las ao Google pois não as  encontrei nas minhas. Quando ardeu o disco do pc, perdi todas as pastas que não estavam em penes. 



                                                   

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