O teto do átrio de entrada
Dois pormenores da escadaria que nos levou ao primeiro andar, à sala de reuniões, uma sala que é uma lição de história, e que vou mostrar em seguida. Peço desculpa, mas as várias fotos que tirei naquele local todas ficaram com mais ou menos manchas da luz dos vitrais.
Muito se conhece da agitada vida deste príncipe dos poetas.portugueses, que ele próprio considera " a mais desgraçada que jamais se viu". Ignora-se no entanto,, o local do seu nascimento, daí que muitas localidades se perfilem para terem essa honra, Não falta mesmo quem por razões muito ponderadas, aponte Alenquer, como berço do épico português. No entanto até hoje não foi possível confirmar essa hipótese.
Mas a verdade é que Camões, em referências muito objetivas e concretas, menciona terras de Alenquer nos seus escritos.
Na estrofe 61 do III Cântico dos Lusíadas, :
"Alenquer (por onde soa
o tom das frescas águas entre pedras
Que murmurando lava)..."
No soneto. No mundo poucos anos...
"Criou-me Portugal na verde e cara
Pátria minha em Alenquer..."
Na carta da Índia:
"enfim Senhor... vivo mais venerado
que os touros de Merceana, e mais quieto que
na cela de um frade pregador"
Por esta e outras razões, um historiador dos nossos dias, escreveu a propósito do grande poeta:
" Não podemos dizer que Camões nasceu em Alenquer, no entanto sabemos que ele conheceu muito bem esta terra e esta região"
O escudo da vila que é diferente do escudo no teto, porque o do teto era o da monarquia .
Aldeia Gavinha, pode mesmo orgulhar-se de ter ficado na história da vida de D. Manuel, pela pena do cronista Frei Jorge de S. Paulo, que a dado passo da sua "história de D. Leonor" viúva de D. João II, escreveu:
"...estando a Rainha no lindo lugar de aldeia Gavinha, aldeia mayor e mais fresca que tem Aldeia Galega da Merceana, em seu termo..."
e tendo conhecimento da próxima visita de soberano ao querer obsequiá-lo com uma refeição condigna escreveu ao seu Provedor
"pedindo-lhe que a socorresse com alguma caça e de fresco para agasalhar a El-Rei D. Manuel, seu irmão, de que tinha mensagem certa da sua vinda" .
Foi este monarca grande protetor do Convento de São Francisco desta vila, dotando-o de grandes benefícios e melhoramentos.
Em Julho de 1510, reformou o velho foral de Alenquer, que a infanta D. Sancha tinha dado à vila no século XIII





















































